sábado, 15 de agosto de 2009

DOR DA DISTÂNCIA


Ah! Amor, como dói a ausência,
Não sentir teus lábios quentes
Humedecer a minha boca sedenta
E meu coração palpitante
Como é duro olhar o lutar
E não aquela mão, o olhar embevecido
Dos namorados do mistério
Que escondem nos corpos suados
De tanto amar, tanto amar!
Ah! Como é dorida esta vontade
De te abraçar e estreitar
Tal como a rosa estreita o perfume
No mais íntimos do seu ser,
E ter a distância como barreira
O mar, o céu, o vento
Entre nós e o firmamento
Que é nosso tecto, nosso lar!
Ah! Como choram meus olhos
Buscando no horizonte
Tua figura para mim correndo
Mais brilhante que o sol,
Mais veloz que o vento,
Inundando meus braços de vagas e sonhos
Que canto em verso,
Que escrevo dispersos,
No caminho que piso, sem te encontrar!
Ah! Amor, que chaga se abre
No peito já sofrido
Que sente, que sofre
O frio da distância, da lonjura
Que uns podem chamar loucura
Mas que apelido de força de amar!
Ah, amor, como dói a ausência
Que conforto numa lágrima
Apenas uma das tantas
Que como rosário desfiam sem parar!
Ah amor, que tortura que me faz chorar!

José Domingos


Loucura ou não, eu gosto!

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